O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT), afirmou nesta segunda-feira (26) que sua gestão terá um "DNA próprio", com diferenças em relação à de Fátima Bezerra, de quem é aliado político e de quem foi secretário estadual da Fazenda (Sefaz) por mais de sete anos. Em entrevista ao Inter 1, ele também reafirmou promessas de campanha, como concluir a duplicação da BR-304, construir a Terceira Ponte na Zona Norte de Natal e tirar o estado do limite prudencial. As informações são do g1 RN.

Cadu foi eleito no domingo (25), no segundo turno, ao vencer Allyson Bezerra. Ele foi declarado eleito às 21h08, com 50,77% dos votos válidos, o equivalente a 1.073.024 votos.

Na infraestrutura, o governador eleito apontou a Terceira Ponte como sua principal promessa. A obra está estimada entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões. Cadu reafirmou a meta de entregá-la em quatro anos, mas condicionou a execução ao aporte financeiro do governo federal. O presidente Lula, que apoiou sua candidatura, foi reeleito para um mandato que vai até 2030.

"São R$ 600, R$ 700 milhões. O Rio Grande do Norte não teria condições de fazer isso sozinho. Mas com o apoio do presidente Lula, com o compromisso dele, eu posso garantir ao nosso povo que a gente vai realizar esse sonho", afirmou.

O futuro governador disse ainda que vai concluir até 2030 a duplicação da BR-304 entre a Reta Tabajara, em Macaíba, e Mossoró. Uma primeira etapa da obra, de 10 quilômetros, já foi entregue pela atual gestão. Sobre estradas, ele citou também a construção de uma nova via para Pipa, ponto turístico do litoral Sul potiguar.

Nas contas públicas, Cadu prometeu cumprir os compromissos com os servidores estaduais e aumentar a arrecadação sem aumento de impostos. Questionado sobre o projeto para os quatro anos de mandato, resumiu: "É um projeto de desenvolvimento. É um projeto de geração de emprego, de redução de desigualdade social e de aumentar políticas sociais".

Ele não quis adiantar nomes do secretariado, mas disse que cada pasta será ocupada por critério técnico, a partir de três pilares: honestidade, perfil técnico e sensibilidade social. Apesar de reafirmar que não loteou secretarias durante a campanha, afirmou que é possível fazer alianças políticas em busca de governabilidade na Assembleia Legislativa. "Vamos discutir, faz parte. O meu governo vai ser amplo. Eu vou compor com a Assembleia Legislativa. Eu preciso da Assembleia para governar e, aliás, muitos ajudaram a gente a ser eleito. Ninguém é eleito sozinho", disse.

Sobre a ligação com a gestão atual, Cadu afirmou que pretende formar uma nova equipe, embora parte dos secretários deva permanecer. "É um novo governo, a gente vai fazer uma nova história. A gente vai fazer um governo com o meu DNA. Alguns [secretários] devem ficar, sim, claro. Tem muita gente boa no governo, mas a gente vai formar um novo governo, uma nova equipe e isso faz parte do processo", declarou.