O Banco Central anuncia nesta quarta-feira (4) a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o novo patamar da Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira. A taxa está hoje em 13,75% ao ano, depois de ter sido reduzida em 0,25 ponto percentual na reunião de setembro. As informações são do Blog do BG.

Para definir os juros, o comitê leva em consideração a inflação, a atividade econômica, o mercado de trabalho, as contas públicas e o cenário internacional.

O mercado financeiro acompanha a possibilidade de um novo corte. De acordo com o Boletim Focus mais recente, as instituições financeiras esperam que a Selic termine 2026 em 13,25%. A projeção, porém, não garante uma redução já nesta reunião.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. Quando os preços estão pressionados, juros mais altos deixam o crédito mais caro e tendem a reduzir o consumo. Os cortes, por outro lado, buscam estimular empréstimos, investimentos e a atividade econômica.

Para quem pretende contratar um empréstimo ou financiamento, uma eventual queda pode ajudar, mas o repasse não é automático. Na hora de definir as taxas, as instituições financeiras também consideram o risco de inadimplência, os impostos e os custos operacionais. Contratos com juros fixos já assinados não têm as parcelas alteradas apenas pela mudança da Selic.

No cartão de crédito e no cheque especial, os juros também podem ser influenciados pela taxa básica, mas costumam ficar muito acima dela.

Nos investimentos, a queda da Selic tende a reduzir gradualmente o rendimento das aplicações atreladas ao CDI e dos títulos pós-fixados, como CDBs e Tesouro Selic. A rentabilidade também depende de impostos e taxas.

Na poupança, a regra continua a mesma enquanto a Selic estiver acima de 8,5% ao ano: rendimento de 0,5% ao mês, mais a Taxa Referencial (TR).