O astrofotógrafo Tim McCollum registrou três meteoros da chuva Orionídeas cruzando um céu repleto de nebulosas e aglomerados estelares. A fotografia composta foi feita na madrugada de quarta-feira (21), em Toccoa, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, enquanto a Terra atravessava a trilha de detritos deixada pelo cometa Halley, segundo o Olhar Digital.

O Halley está a mais de 4,8 bilhões de quilômetros da Terra, mas as partículas liberadas por ele continuam produzindo rastros luminosos quando entram na atmosfera terrestre. Os meteoros das Orionídeas parecem surgir de uma região do céu próxima de Betelgeuse, estrela gigante vermelha da constelação de Órion. Na foto, os três rastros atravessam o campo de visão em meio a objetos celestes distantes.

Para o registro, McCollum usou uma câmera Canon EOS Ra com lente RF 28-70 mm f/2.0. Com a ajuda de um rastreador de estrelas, ele apontou o equipamento para a região de onde os meteoros parecem partir.

A imagem final reúne várias exposições de 30 segundos, combinadas no PixInsight, programa de processamento de imagens astronômicas. A montagem permite mostrar os meteoros ao lado de objetos do céu profundo, como o cinturão de Órion, a Nebulosa de Órion e a Nebulosa Roseta, além de aglomerados estelares e faixas de poeira da Via Láctea.

As Orionídeas ocorrem todos os anos, quando a Terra passa pela região do espaço que contém as partículas deixadas pelo Halley. Ao entrar na atmosfera, esses fragmentos aquecem o ar ao redor e produzem os rastros de luz conhecidos popularmente como estrelas cadentes. A chuva atingiu o pico na noite de 21 para 22 de outubro e permanece ativa até 7 de novembro.

O cometa leva cerca de 76 anos para completar uma volta ao redor do Sol. Sua última passagem pela região interna do Sistema Solar ocorreu em 1986, e o próximo retorno está previsto para 2061.