Um gerente de uma loja de videogames em Nice, no sul da França, foi agredido ao tentar impedir que saqueadores invadissem o estabelecimento durante os tumultos de 17 de outubro. O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que imagens mostraram Pierre Collin enfrentando um grupo de pessoas diante da loja da rede Micromania, antes de ser derrubado com um chute nas costas.

Segundo a emissora francesa, Collin contou que decidiu intervir depois de receber um telefonema avisando que o estabelecimento estava sendo invadido. Ele estava de folga naquele dia e foi até o local preocupado com os funcionários e com os danos ao comércio.

O gerente relatou que, inicialmente, observou a situação sem se envolver diretamente. No entanto, ao perceber que as pessoas continuavam destruindo a loja, decidiu ficar na entrada para tentar impedir a entrada de mais invasores.

Durante a confusão, Collin foi alvo de objetos arremessados e recebeu um chute nas costas que o derrubou no meio dos destroços. O estabelecimento acabou saqueado.

Em entrevista, o gerente reconheceu que se colocar diante do grupo pode não ter sido uma decisão segura. Ele também afirmou que a reação foi motivada pelo vínculo com o local de trabalho e pela frustração de ver pessoas rindo enquanto o comércio era destruído.

De acordo com a emissora, Collin sofreu escoriações e uma entorse. Apesar do episódio, ele procurou tranquilizar o público sobre seu estado de saúde.

Segundo o jornal, Collin afirmou que não criou as vaquinhas e que não havia sido procurado por seus organizadores. Por isso, pediu que as pessoas tivessem cuidado antes de fazer doações, para evitar possíveis golpes.

O episódio ocorreu durante os protestos de 17 de outubro, marcados por atos e episódios de violência em diferentes pontos da França. O governo francês informou que pelo menos 3 mil estabelecimentos comerciais foram danificados ou saqueados durante o fim de semana.

Apesar da agressão, Collin ressaltou, em declarações reproduzidas pela imprensa francesa, que os responsáveis pelos atos violentos representam apenas uma parcela dos participantes das manifestações.