O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), poderá usar o andamento da investigação que envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado Willer Tomaz para tentar conter a pressão por seu impeachment no Senado. A avaliação é da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, repercutida pelo Blog do BG.
Moraes é o relator do inquérito no STF, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de casas de apostas envolvendo o senador e o advogado. Flávio reconhece publicamente ser amigo pessoal de Willer Tomaz.
Segundo a coluna, aliados de Flávio e integrantes do governo Lula avaliam que o andamento do inquérito poderá influenciar a movimentação política em torno de um eventual processo de impeachment do ministro. As avaliações sobre uma possível estratégia de Moraes são atribuídas a interlocutores citados pelo colunista, e a coluna não apresenta comprovação de que o ministro esteja conduzindo a investigação com o objetivo de evitar o impeachment.
Depois que Flávio perdeu a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Moraes determinou que a Polícia Federal intimasse o senador a entregar seus passaportes. Dias antes, o ministro havia determinado a suspensão dos passaportes de Willer Tomaz.
A coluna também aponta que a reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) à presidência do Senado, em 2027, seria um fator importante para os interesses políticos de Moraes diante da pressão por seu afastamento.
