O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, pretende defender que os parlamentares de direita declarem publicamente seus votos na eleição para a presidência da Casa, marcada para 1º de fevereiro de 2027. A estratégia busca evitar que integrantes do grupo apoiem em segredo a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). As informações são do Blog do BG, com base em reportagem da Folha de S.Paulo.

"Vou defender. É difícil justificar em público o voto no Alcolumbre, né?", afirmou Marinho à Folha.

Os senadores do PL se reúnem nesta quarta-feira (4) para definir a estratégia e devem lançar Marinho como candidato ao comando do Senado. Parte da legenda, porém, defende negociar com Alcolumbre para garantir espaço na estrutura da Casa. Outro grupo prefere disputar a presidência, por acreditar que há votos suficientes para vencer.

A direita terá uma bancada ampliada na próxima legislatura. PL e Novo vão somar 32 senadores, e Republicanos, PP, Podemos e PSDB terão outros 15, a maioria eleita com apoio do bolsonarismo. Para vencer a eleição, são necessários 41 votos.

Marinho e Alcolumbre afirmam contar com 48 votos cada, mas as estimativas dos dois lados se sobrepõem. Como a votação é secreta, aliados do senador potiguar defendem que a exposição pública dos votos ajude a evitar deserções.

Segundo a reportagem, a resistência a Alcolumbre está ligada principalmente à posição dele contrária à abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e à condução das negociações sobre a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Bolsonaristas também o criticam por pautas apoiadas pelo governo Lula, como a proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1.