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  1. Planalto

    Governo Lula adota cautela e trata ida de Flávio Bolsonaro aos EUA como caso judicial

    O senador viajou apesar de uma cautelar do STF e recebeu visto do governo Trump. Segundo diplomatas, o Itamaraty não pretende intervir formalmente por enquanto.

    Grécio Freitas2 min de leitura
    Governo Lula adota cautela e trata ida de Flávio Bolsonaro aos EUA como caso judicial
    Imagem via Blog do BG

    O Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) defendem uma postura de cautela diante do aumento da tensão com os Estados Unidos provocado pela viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao território norte-americano. A orientação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é tratar o caso exclusivamente na esfera judicial e evitar que o episódio seja politizado na relação com Washington. As informações são do Blog do BG, com base em reportagem do Metrópoles.

    Flávio, derrotado por Lula no segundo turno da eleição presidencial, desembarcou nos EUA na quarta-feira (28). Segundo a reportagem, a viagem descumpre uma medida cautelar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que havia determinado a retenção do passaporte do senador e o proibido de deixar o país. As restrições foram impostas a pedido da Polícia Federal (PF), que alertou para um risco iminente de fuga. O parlamentar é investigado em inquéritos sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

    A entrada e a permanência do senador e da família nos Estados Unidos foram possíveis porque o Departamento de Estado concedeu os vistos necessários. De acordo com a reportagem, o gesto do governo Donald Trump é visto como um sinal de apoio político à família do ex-presidente Jair Bolsonaro, que já tem o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro vivendo no país.

    Apesar da sensibilidade política do caso, diplomatas brasileiros ouvidos reservadamente afirmam que o Itamaraty não pretende intervir formalmente no assunto neste momento. Para essas fontes, a situação de Flávio é de "alçada exclusiva do Poder Judiciário", esfera em que o Executivo e a diplomacia não devem interferir. Ainda segundo os diplomatas, a conduta repete o protocolo aplicado a outros brasileiros considerados foragidos pela Justiça.

    O posicionamento segue a linha adotada no caso de Eduardo Bolsonaro. O ex-deputado, que abandonou o mandato na Câmara, vive nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado. Ele foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão por coação no curso do processo, acusado de articular a aplicação de sanções e tarifas econômicas por autoridades americanas contra o Brasil.

    • #Donald Trump
    • #Estados Unidos
    • #Flávio Bolsonaro
    • #governo Lula
    • #Itamaraty

    Fonte: Blog do BG

  2. Venture Capital

    Colunista em Estocolmo diz que startups brasileiras pagam caro pelo fracasso

    A comparação parte da rodada de US$ 550 milhões da Legora. Para o autor, dinheiro caro e punição ao erro afastam a classe média brasileira do empreendedorismo.

    Grécio Freitas4 min de leitura
    Colunista em Estocolmo diz que startups brasileiras pagam caro pelo fracasso
    Imagem via Startups

    Uma coluna publicada no Startups por um autor que mora em Estocolmo afirma que a distância entre os ecossistemas de startups da Suécia e do Brasil não vem do talento nem da coragem de quem empreende. Para ele, a diferença está no custo de fracassar. Na avaliação do colunista, no Brasil esse custo é tão alto que, para boa parte de quem poderia empreender, não tentar acaba sendo a decisão mais racional.

    O ponto de partida é a Legora, legaltech (startup de tecnologia jurídica) de Estocolmo e concorrente da Harvey. A empresa, fundada em 2023, captou uma rodada Série E de US$ 550 milhões e passou a valer US$ 8,8 bilhões. Segundo o colunista, que acompanha os dois mercados de perto, a notícia quase não causou surpresa na Suécia.

    Ele reconhece que o Brasil também tem casos de destaque, como a Enter, outra empresa de IA jurídica, que se tornou o primeiro unicórnio de inteligência artificial da América Latina. Ainda assim, pergunta por que um sistema produz Spotify, Minecraft, Lovable e Legora, enquanto o outro produz unicórnios que levam anos para sair de casa.

    A explicação dele começa na classe média. Na Suécia, o jovem recém-formado conta com juros historicamente baixos, capital disponível, serviços que funcionam e uma rede de proteção para quem cai. Abrir uma startup vira uma forma razoável de tentar melhorar de vida e, se der errado, ele volta ao mercado de trabalho com uma história para contar.

    No Brasil, segundo o autor, a mensagem é a oposta: conseguir um emprego, mantê-lo e arriscar o mínimo possível. Com dinheiro caro, capital escasso e erros punidos com dureza, ele estima que o risco da classe média brasileira ao empreender seja 50 vezes maior que o da sueca, número que o próprio colunista apresenta como um chute. Quem quebra no Brasil, acrescenta, muitas vezes compromete a vida da família inteira. "Na Suécia, quebrar vira currículo. No Brasil, vira dívida", resume.

    O colunista usa a própria trajetória como exemplo. Antes de entrar no time fundador do Bom Negócio, em 2011, já tinha visto três projetos seus darem errado e havia se mudado de Portugal para o Brasil. Estava sem dinheiro quando foi contratado pela Schibsted. Segundo ele, foram justamente esses tropeços que os suecos com quem trabalhou mais valorizaram.

    Na Suécia, conta, quando um fundador quebra, outros fundadores querem contratá-lo, porque ele aprendeu na prática. No Brasil, o mesmo histórico costuma ser lido como sinal de instabilidade.

    O texto também olha para o resto da pirâmide social. A classe alta brasileira pode empreender, mas não precisa, e quem faz isso é exceção. Na base, o empreendedorismo é de necessidade: MEIs, gente que vende quentinha, pequenos negócios atendidos pelo Sebrae. Para o autor, Brasil e Índia talvez sejam as maiores fábricas de microempreendedores do mundo, mas esse modelo não gera empresas como Lovable ou Legora.

    Ele afirma que o país tem escolas que formam engenheiros, economistas e cientistas de nível mundial, mas um nível médio de formação baixo, e que o talento mais qualificado é justamente o que tem mais a perder ao arriscar.

    Segundo o colunista, a diferença continua quando o negócio dá certo. Na visão dele, os múltiplos de valuation sobre receita das startups suecas costumam ser bem mais altos que os das brasileiras, o que atribui à confiança dos investidores no país, no sistema e na capacidade de escala dessas empresas.

    Como o mercado sueco é pequeno, as startups locais já nascem mirando Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, Brasil, Índia e Japão. No Brasil, o mercado interno permite criar um unicórnio sem sair do país: Nubank e QuintoAndar só foram para o exterior depois de atingir esse status.

    O autor faz ressalvas ao modelo sueco. Descreve a Suécia como um país burocrático, com uma máquina pública pesada e os problemas da União Europeia. Para ele, o mérito sueco nos últimos 20 ou 30 anos foi criar uma exceção para as startups de tecnologia, com o empreendedor tratado como figura admirada, algo que, em sua opinião, Noruega, Finlândia, Dinamarca e Alemanha não têm.

    O ponto fraco, segundo ele, é a autonomia do profissional sueco: ela acelera o início de uma empresa, mas gera atrito na fase de escala, porque o sueco gosta pouco de liderar pessoas.

    É aí que o colunista vê espaço para uma ponte entre os dois países. Para ele, o Brasil é um dos mercados mais atraentes do mundo para startups suecas: grande, digital e com consumidores que adotam tecnologia rápido. Além disso, o fundador brasileiro está acostumado a liderar equipes com dinheiro caro e caixa curto, justamente o que falta aos suecos. O autor diz conversar com startups suecas que estão olhando para o Brasil agora.

    Para o empreendedor brasileiro, conclui, a experiência sueca mostra que o problema nunca foi o talento, e sim o preço que cada sistema cobra de quem erra.

    • #Brasil
    • #Empreendedorismo
    • #startups
    • #Suécia
    • #venture capital

    Fonte: Startups

  3. Congresso

    Alcolumbre avalia perdão a Bolsonaro em troca de apoio à reeleição no Senado, diz Folha

    Segundo aliados ouvidos pela Folha, o plano prevê indulto humanitário ou anistia e busca conter a pressão pelo impeachment de ministros do STF; ainda não há proposta formal.

    Grécio Freitas4 min de leitura
    Alcolumbre avalia perdão a Bolsonaro em troca de apoio à reeleição no Senado, diz Folha

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), avalia articular um perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para conquistar apoio da direita à sua reeleição ao comando da Casa. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo, com base no relato de dois aliados do senador, e reproduzida pelo Agora RN. Segundo esses interlocutores, o plano também busca conter a pressão pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

    De acordo com os aliados, a primeira alternativa seria conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre um indulto humanitário. Alcolumbre teria dito a parlamentares que, caso Lula não concorde, trabalharia pela aprovação de uma anistia no Congresso.

    Os dois caminhos são diferentes: o indulto é uma medida de competência do presidente da República, enquanto a anistia depende de aprovação no Legislativo. Por enquanto, a articulação não representa uma proposta formal nem um acordo entre os Poderes.

    Alcolumbre e Lula se encontraram na segunda-feira (26), depois do segundo turno da eleição presidencial, mas o assunto não foi tratado nessa conversa, segundo a Folha. O presidente do Senado teria dito a aliados que pretende esperar a repercussão do resultado eleitoral antes de apresentar a ideia. Os interlocutores afirmam ainda que o plano deve aguardar os desdobramentos da saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil. Não há prazo definido para a conversa com Lula.

    Em troca do perdão, Alcolumbre buscaria o compromisso de parlamentares de direita de interromper a pressão pelo afastamento de ministros do STF. A intenção seria direcionar as negociações para mudanças estruturais no Judiciário, em vez de processos de impeachment.

    O ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que condenou Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado, é um dos principais alvos dos pedidos de afastamento defendidos por integrantes da oposição. Alcolumbre é contrário ao impeachment e procura apoio para permanecer mais dois anos na presidência do Senado.

    Antes da negociação do perdão, haveria uma etapa anterior: buscar uma decisão do STF sobre a lei que permite reduzir as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. A norma foi aprovada no fim de 2025 como alternativa à anistia defendida pela oposição, mas sua aplicação está suspensa desde maio por decisão de Moraes, enquanto o plenário do Supremo não conclui a análise sobre sua constitucionalidade. Segundo a Folha, um aliado de Alcolumbre considera o reconhecimento da validade dessa lei um primeiro passo para aproximar o presidente do Senado dos bolsonaristas.

    Os aliados dizem que uma eventual anistia também precisaria ser negociada com Lula, para evitar tanto um veto presidencial quanto a mobilização da base governista contra a proposta durante a tramitação na Câmara e no Senado.

    Outra preocupação relatada é limitar o alcance do perdão à esfera penal, permitindo que Bolsonaro deixe a prisão domiciliar sem recuperar a possibilidade de disputar eleições. Como há divergências jurídicas sobre os efeitos eleitorais de uma anistia, esses limites teriam de ser definidos expressamente na proposta.

    A avaliação atribuída aos aliados de Alcolumbre é que a reeleição de Lula tornou mais difícil o avanço dos pedidos de impeachment contra ministros do STF. Por isso, eles acreditam que parte da oposição poderia aceitar uma negociação em torno da situação de Bolsonaro.

    Segundo levantamento citado na reportagem, ao menos 49 dos 81 senadores da próxima legislatura defendem o impeachment de ministros, embora parte deles faça ressalvas. O afastamento exige 54 votos, o equivalente a dois terços da Casa.

    A discussão ocorre em meio à disputa pela presidência do Senado em 2027. Os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) também são apontados como possíveis candidatos. O PL terá a maior bancada, com 29 senadores, e o Novo contará com três. Marinho e Tereza Cristina buscam apoio entre parlamentares de direita, enquanto Alcolumbre tenta ampliar sua base com votos do centro, da esquerda e de integrantes de partidos de oposição.

    A votação para a presidência do Senado é secreta. A orientação dos partidos não obriga os senadores a votar no candidato indicado, e cada concorrente precisa reunir pelo menos 41 votos.

    • #Davi Alcolumbre
    • #Jair Bolsonaro
    • #Lula
    • #Senado
    • #STF

    Fonte: Agora RN

  4. Polícia

    PF aponta ação coordenada de dirigentes do BRB e do Master em operações de R$ 17,5 bi

    Segundo a investigação, as operações entre os dois bancos foram feitas mesmo depois de alertas internos sobre os riscos.

    Grécio Freitas1 min de leitura
    PF aponta ação coordenada de dirigentes do BRB e do Master em operações de R$ 17,5 bi
    Imagem via Metrópoles

    A Polícia Federal (PF) aponta uma ação coordenada para levar recursos do BRB ao Banco Master, segundo o Metrópoles, em reportagem de Manoela Alcântara.

    De acordo com a investigação, houve conluio entre dirigentes dos dois bancos em operações que somam R$ 17,5 bilhões. A apuração indica que as transações teriam sido feitas mesmo depois de alertas internos sobre os riscos.

    Os apontamentos fazem parte da investigação da PF e não representam condenação dos envolvidos.

    • #Banco Master
    • #Bancos
    • #BRB
    • #Caso Master
    • #Polícia Federal

    Fonte: Metrópoles

  5. Mais notícias
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